Programa Nacional de Boias

6 boias fixas | 2011-03-21 a 2015-08-03
272 boias de deriva | 2006-06-24 a 2015-08-04

Objetivos
Relevância
Instituições
Histórico
Especificações
Proj. Operacional

Objetivo geral

Disponibilizar, em tempo quase-real, à comunidade de interessados, dados meteorológicos e oceanográficos, obtidas nas áreas oceânicas de interesse do Brasil.

Objetivos específicos

  • Implantar uma rede de boias de deriva rastreadas por satélites;
  • Implantar uma rede de boias fundeadas rastreadas por satélites e
  • Implantar um sistema de recepção, processamento e divulgação dos dados recebidos através das duas redes acima.

Justificativas

O Oceano Atlântico Sul e tropical é uma região oceânica com uma enorme carência de dados. Na área marítima sob a qual o Brasil tem a responsabilidade de gerar e disseminar produtos meteorológicos, de acordo com a Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS), a situação é ainda precária.

A rede de coleta de dados se restringe à alguns pontos situados em ilhas, a medições esporádicas realizadas por navios da Marinha do Brasil e navios mercantes voluntários. Desta forma, os dados estão restritos a poucas rotas de navegação que cruzam o oceano Atlântico Sul e tropical ou limitados à recepção de dados coletados por algumas poucas boias de deriva.

O adensamento da rede de coleta de dados meteorológicos e oceanográficos, por meio deste Projeto, caracterizará a primeira iniciativa brasileira, em nível nacional, para o monitoramento operacional, cujas informações serão essenciais para a melhoria da previsão meteorológica marinha e climatológica sobre a região do Oceano Atlântico Sul e tropical.

Relevância

  • Descrever e entender a variabilidade e previsibilidade do sistema climático em diferentes escalas espaço-temporais;
  • Fornecer dados para a previsão numérica de tempo e clima;
  • Descrever e prever as condições de meteorologia marinha e da superfície do oceano de forma que qualquer operação no mar possa ser eficiente e segura;
  • Detectar e avaliar a importância dos efeitos das mudanças climáticas nas condições oceânicas;
  • Fornecer dados para preservar e restabelecer ecossistemas, costeiros e marinhos e para programas de gerenciamento costeiro;
  • O gerenciamento de recursos marinhos para o uso sustentável; e
  • Melhorar a previsão e a pronta resposta a catástrofes naturais, decorrentes de fenômenos meteorológicos marinhos extremos.

Instituições brasileiras

  • SECIRM - Secretaria da Comissão Interministerial de Recursos do Mar
  • CHM - Centro de Hidrografia da Marinha
  • INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
  • FURG - Fundação Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • IOUSP - Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo
  • MMA - Ministério do Meio Ambiente
  • IEAPM - Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira
  • PETROBRAS - PETROBRAS

Histórico

  • 1996: Constituição de um grup especial de trabalho formado por especialistas da área de meteorologia e oceanografia para preparar as diretrizes para o programa nacional de boias no Brasil.
  • 1997: Apresentação do documento final do Programa Nacional de Boias (PNBOIA) para o Comitê Executivo do Programa Piloto para o GOOS Brasil. Este documento foi aprovado pelo governo na 133a Sessão da Comissão Interministerial para os Recusos do Mar em 30 de abril de 1997.
  • 9-maio-1997: Durante a segunda Sessão Extraordinária da Comissão Executiva para o GOOS Brasil o PNBOIA tornou-se uma atividade oficial do Program Piloto GOOS Brasil.
  • 10-out-1998: Aprovação da criação do Subcomitê de Gerenciamento do Programa Nacional de Boias (PNBOIA) pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM). A Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) foi designada para coordenar todas as atividades referentes ao desenvolvimento do PNBOIA.
  • 27-dez-1999: O Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) passou a coordenar as atividades ligadas ao PNBOIA.

Informações técnicas

Os dados são recebidos via satélites através do sistema Argos. O programa Argos é administrado conjuntamente pela agência americana, NOAA, e francesa, CNES.

Este sistema está montado a bordo dos satélites da série NOAA que operam em órbita polar.

Os dados são descarregados em Toulouse na França e são disponibilizados no sistema GTS. Alternativamente estes dados chegam ao CHM através do INMET.

Os mesmos dados têm sido também captados diretamente no Brasil através dos satélites SCD 1 e 2 e CBERS e são disponibilizados para o CHM, via FTP, pela DSA do CPTEC/INPE.

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